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Dos Princípios de Portugal

 

Falar de Valhelhas e da Vinha de Ordem é também falar da História da Europa da Península Ibérica e de Portugal.

 

Para além de registos documentais da existência de vinhas e Vinhos nas Beiras, nomeadamente em Valhelhas e Belmonte, existem as vivências que resistiram ao tempo e que foram passadas de geração em geração e nos testemunham hábitos e costumes.

 

Se os locais nos contam a História, também as pessoas nas suas vivências e costumes, nos transmitem muita da história de que fazemos parte. O Vinho da Ordem é um desses testemunhos vivos.

 

Um dos mais interessantes testemunhos das vivências em Valhelhas, é a Monografia de Valhelhas* que Alípio da Rocha escreveu com um detalhe que faz justiça a esta pequena mas grande Aldeia que em tempos foi Vila e importante bastião na defesa daquele que hoje é o território de Portugal.

 

As referências escritas aos vinhos de Valhelhas são várias e remontam ao início da Fundação de Portugal, século XII, quando pela mão do 2.º Rei de Portugal, D. Sancho I – O Povoador, foi atribuído o Foral à Vila de Valhelhas, concedendo a sua tutela à Ordem do Templo e seus frades.

 

Foram por esta altura e numa tentativa de incentivar a fixação de novos povoadores, concedidos privilégios pelo Rei de Portugal aos habitantes de Valhelhas, consignados no Foral a esta Vila.

 

O foral de Valhelhas, assim como a doação da vila a D. Gomes Ramires, Mestre da Ordem dos Templários, vem reconhecer a implantação territorial estratégica desta comunidade, contribuindo para reforçar o seu importante papel militar e económico. Em Outubro de 1217, o Foral é reconfirmado por D. Afonso II.

 

“Eliminada” a Ordem do Templo em 1311, a gestão da Vila passou transitoriamente à Coroa que, poucos anos depois (cerca de 1318), pôde transferi-la à Ordem de Cristo.

 

O terceiro e último Foral atribuído por D. Manuel I em Lisboa a 20 de Maio de 1514 veio rever o Foral de D. Sancho I e de D. Afonso II, e mais uma vez é referida a existência de vinho em Valhelhas, que em almudes e por altura do Natal, era utilizado como uma das formas pagamento de taxas da Vila ao Reino.

 

 

História recente da vinha (1800-2015)

Um dos aspectos mais interessantes desta vinha, prende-se com a sua história “recente” e a passagem de legado cultural de geração em geração, que remontam desde início de 1900.

 

Mas como terá chegado a Vinha da Ordem à actual família?

 

Recuando até em 1834, chegamos ao ano em que o Governo liberal, pela mão do Ministro Silva Carvalho, deu início à venda dos Bens Nacionais, precedida de um importante processo de incorporações que atingiu os bens da Igreja, da Família Real e parte dos da Coroa, e que levou à distribuição, feita por intermédio do Estado, de toda essa enorme riqueza móvel e imóvel.

 

 Presume-se que à semelhança de muitas das propriedades, estas Vinhas, tenham sido vendidas em hasta pública entre os anos de 1834 e 1844.

A Vinha de Ordem terá passado das mãos do Reino e Igreja para os proprietários privados, e assim se mantém até à presente data.

 

Agradecemos ao Professor José Sobral, por todo apoio que tem dado na condução das pesquisas históricas.

 

Biografia do Professor José Sobral

 

*Monografia de Valhelhas pode ser obtida na Junta de Freguesia de Valhelhas.

 

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