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Prefere vinho de vinha ou de adega? Ou ambos?| Do you prefer a vineyard or a cellar wine? Both?

Atualizado: 21 de jun. de 2023

EN


O que para uns é um dado adquirido e uma certeza para outros é um admirável mundo novo.

Ambos estão corretos e nem sempre em pontos opostos. Vejamos com alguns exemplos.



O ponto de partida da vinificação é sempre o mesmo, as uvas. Da vinha que nos dá as uvas se produz o vinho. Daqui em diante existem diversas opções.


Este percurso da vinha ao vinho, que evoluiu ao longo de milhares de anos, foi desenvolvido pela experiência, pela ciência e também pelo acaso. E certamente por um denominador comum: a paixão pela vinha e pelo vinho.

Sem os quais não seria possível aqui chegar.


Daí ser difícil compreender como um vinho com menos intervenção se pode considerar melhor ou pior que outro com mais intervenção.

Intervir no processo de vinificação, não é necessariamente mau e por vezes é mesmo necessário.


Muito resumidamente, os processos podem ser:

- físicos, como por exemplo a decantação natural das partículas sólidas e coloidais que ocorre durante o período frio do inverno, ou ainda a filtração com recurso a metodologias artesanais naturais como nos vinhos de talha, ou uma filtração recorrendo a diversos tipos de filtro.

- biológicos, como é o caso dos levados a cabo pelas leveduras indígenas existentes na vinha e no meio natural, ou inoculadas. Mas estes processos existem sempre para haver vinho.

- químicos, sempre que há reajustes das moléculas que compõem o vinho, tal como as simples reações de oxidação quando se expõe o vinho ao oxigénio. Ou a combinação de todos estes processos.


O uso criterioso de técnicas e tecnologias pode fazer a diferença entre obter um vinho ou um vinagre.


Nem tudo o que é natural é bom e nem tudo o que é intervencionado é mau.

Há espaço para todos e clientes para todos os gostos.


Conviver com diferentes posições e abordagens é sinónimo de empatia para com a viticultura e vinificação.


Nós temos optado por uma vinificação minimalista, ao estilo dos vinhos naturais. Com vantagens e desvantagens que daí advêm.


Se por um lado temos a possibilidade de microvinificar e surpreender os clientes todos uns anos com vinhos ao sabor da natureza com respectivas variações de ano para ano, por outro lado corremos o risco de um ano para outro ano observar migração de clientes, pois estes identificam-se mais ou menos com o que a natureza esse ano produziu.


É assim a vida de um viticultor e de um produtor. Não muito diferente da vida de qualquer outra pessoa, com riscos e decisões difíceis de tomar.


Bem haja a todos os apreciadores de vinhos e daquilo que a natureza nos dá.


EN


Do you prefer a wine "from vineyard or cellar"?

Or both?


What, for some, is a given and a certainty, for others is a brave new world.

Both are correct and not always at opposite points. Let's see with some examples.


The starting point of winemaking is always the same; the grapes. From the vineyard that gives us the grapes, wine is produced. From here on out there are several options.


This route from vine to wine, which evolved over thousands of years, was developed by experience, science and also by chance. And certainly for a common denominator: the passion for the vineyard and wine. Without which it would not be possible to get here.


It is difficult to understand how a wine with less intervention can be considered better or worse than another with more intervention.

Intervening in the winemaking process is not necessarily a bad thing and sometimes it is even necessary.


Processes can be:

- physical, such as the natural decantation of solid and colloidal particles that occurs during the winter, or filtration using natural artisanal methods, such as in vintage wines, or filtration using different types of filters.

- biological, as is the case with those carried out by indigenous or inoculated yeasts, but which always exist.

- chemicals, whenever there are readjustments of the molecules that make up the wine, such as the simple oxidation reactions when the wine is exposed to oxygen. Or the combination of all these processes.


The judicious use of techniques and technologies can make the difference between obtaining a wine or vinegar.


Not everything that is result from natural is good and not everything that is intervened is bad. There is room for everyone and customers for all tastes.


Living with different positions and approaches is synonymous with empathy for viticulture and winemaking.


We have opted for minimalist winemaking, in the style of natural wines. With the advantages and disadvantages that come with it.


If, on the one hand, we have the possibility of micro vinification and surprising customers every year with wines at the flavor of nature with variations from year to year, on the other hand, we run the risk of observing a migration of customers from one year to another, as they identify more or less with what nature has produced this year.


This is the life of a winegrower and a producer. Not much different from anyone else's life, with risks and difficult decisions to make.


Well done to all wine lovers and what nature gives us.


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